Maria Cristina Furtado (Biografia)

Nasceu em 13 de junho de 1953 no Rio de Janeiro. Da tradicional família tijucana, Tininha, como seus pais a chamavam quando pequena, é filha de Dilza Mendonça da Silva, professora, e Edmundo Silva Filho, engenheiro.
Sua mãe, tia e avós sempre gostaram de música, assim, tocar e cantar fazia parte desta família muito alegre que, quando se reunia para festejar qualquer coisa, a música era presença marcante.

Com sete anos de idade, após ser descoberta pelos pais tocando escondido o violão que pertencia a Thereza, sua irmã mais velha, ao invés de ser castigada, ganhou um violão, que passou a ser seu companheiro e amigo mais próximo. Mais tarde estudou violão e teoria musical.

Além da música, em sua casa a literatura era presença marcante. Pai e mãe gostavam muito de ler e estimulavam a filha que, acabou lendo toda a coleção de Monteiro Lobato e mais tarde, José de Alencar e Machado de Assis, iniciando um gosto pela leitura que só aumentou com o tempo e levou-a a ser uma ‘devoradora’ de livros. A sede pela leitura é tão grande que costuma ler mais de um livro ao mesmo tempo.

Maria Cristina desde cedo começou a fazer histórias, poesias e musicá-las, mas só depois de um curso de teatro que fez aos 13 anos é que teve coragem de mostrar o que fazia, e a partir daí passou a se apresentar como atriz, cantora e compositora. Participou de vários festivais de música e teatro, tendo oportunidade de ganhar alguns prêmios, mas também sofrer alguns tipos de censura. Fez o Curso Normal do Colégio Anderson, tornando-se professora primária e aos 17 anos entrou para a Faculdade Gama Filho, onde fez parte do Coral Gama Filho. Nesta Faculdade concluiu a “Licenciatura em Psicologia”.

Viajar para lugares diferentes fazia parte de sua vida e junto com sua família teve oportunidade de conhecer boa parte do Brasil, apaixonando-se, principalmente, pela beleza e exuberância da Amazônia. Depois, realizou viagens para o exterior e esteve em vários países da América do Sul, mas conhecer a “Antártica”, foi para ela muito especial, não só pela beleza e tudo o que viu e aprendeu, mas porque conheceu Jari, seu marido, durante o cruzeiro marítimo que fez para este lugar tão especial.

Após seu casamento levou cerca de 10 anos fora do Rio de Janeiro, pois seu marido, economista, trabalhando em uma multinacional, foi transferido para diversos lugares. Morou em Porto Alegre onde teve sua primeira filha, Cristiane; trabalhou como professora de psicologia e fez a Faculdade de Pedagogia na Pontifica Universidade Católica (PUC-RS). Em seguida foi morar em Novo Hamburgo (RS) onde trabalhou como orientadora educacional em uma cidade próxima, IVOTI. De lá foi para Belo Horizonte, cidade em que Maria Cristina completou o Bacharelado em Psicologia, na Faculdade Newton Paiva Ferreira e depois mudou, mais uma vez, para a cidade de Goiânia (GO), onde se dedicou a escrever os seus primeiros textos literários. Em 1983 retornou ao Rio de Janeiro, estudou teatro no Tablado, na CAL (Centro de Artes de Laranjeiras) e fez o curso de Qualificação Profissional de ator do Teatro Calouste Gulbenkian. Estudou ainda canto, dança e violão clássico.

Em 1985 lançou os seus primeiros livros infanto-juvenis pela Editora do Brasil. Foram eles: “Flor de maio” e “Viva a Liberdade”. Os dois livros fizeram parte da coleção “Texto e Imagem”, com ilustrações de Wanda Cardim. Nesta época, Maria Cristina começou a dar aulas de teatro e música.

No ano de 1986, estreou o musical infantil, “Flor de maio, a borboleta que não pode voar...”, sob a direção de Francisco Silva. A peça estreou no Teatro do Grajaú Tênis Clube e esteve, entre outros teatros do Rio de Janeiro, no Teatro da Cidade e o Teatro SESC-Tijuca. Com o projeto teatro-escola levou o espetáculo a inúmeras escolas do Rio e cidades adjacentes.

Em 1988, sob a direção da própria Maria Cristina Furtado o musical participou do projeto Literatura-Teatro e percorreu diversas cidades brasileiras. Neste mesmo ano Maria Cristina foi para a cidade de Recife, onde permaneceu por três anos. Durante este tempo foi professora de teatro na cidade de Recife, no Arte Viva Espaço Cultural e diretora do Movimento Artístico de Piedade (Jaboatão-Pe). Remontou o musical, “Flor de Maio, a borboleta que não pode voar...”, apresentando-o no teatro José Carlos Borges, em Recife e em outras cidades do Nordeste. Dirigiu ainda de sua autoria, os musicais infantis “Zé da verdade” e “A rainha das flores”, e as peças “Com a força do amor” e “Querem matar meu marido”, apresentadas no teatro Waldemar de Oliveira. Dirigiu a peça “Quem casa quer casa” de Martins Pena e os espetáculos musicais “Canções de Correntezas” (Teatro do forte 5 pontas) e “Canto à Amazônia” (Teatro Princesa Isabel) com músicas e poesias de Antônio Álvaro e produção de Romero Menezes.
 
Retornou ao Rio de janeiro em 1991, e passou a dar aulas no Teatro de Lona, na Barra da Tijuca. Neste mesmo ano foi responsável pela direção artística do musical infantil “Procura-se um amigo” de Kátia D’angelo e Dulce Bressane. O espetáculo tinha a direção musical de Baby Consuelo e músicas de Vitor Biglione, Tokinho, Nando Chagas, e foi apresentado na Casa de espetáculos ‘Canecão’, no Rio de Janeiro.

Em 1992, Maria Cristina remontou “Flor de maio, a borboleta que não pode voar...” Musical que estreou no Teatro de Lona, sendo transferindo para o Teatro do Morro da Urca, na Praia Vermelha, durante a ‘ECO 92’, local onde permaneceu por todo o ano sob a produção de Hildon Carrapito. Neste mesmo ano, ela ainda remontou, de sua autoria, os musicais, “Zé da Verdade” e “A Rainha das flores”, que foram apresentados no Teatro de Lona.

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by cassis